segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O melhor do meu ano - 2013





O melhor do meu ano é tão fácil de encontrar: a nossa filha!!! 

Têm sido 8 meses e quase meio absolutamente maravilhosos de descoberta mútua, de aprendizagem, pois por muito que se leia, por muito que se frequentem cursos, é no dia a dia que crescemos os três!!! 

É um amor sem medida que tomou conta de nós para toda a vida!!!







terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É Natal!


Natal é nascimento! O nascimento de uma Criança que mudou o mundo e que tanto nos ensinou na sua humildade, bondade e amor incondicional!

Cada Natal renova a esperança com "o dia de anos do bebé Jesus", citando a nossa mamã e avó entrevistada, Isabel Stilwell.

Sendo o primeiro Natal da menina da mamã, a nossa realidade mudou por completo, assim como a forma de vivermos cada momento, trazendo muito mais magia!! Os verdadeiros presentes são as presenças daqueles que amamos!





quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Mariana Melo Pessoa



Mariana Melo Pessoa

























Encerramos, hoje, o nosso espaço Olhares Maternos sobre o Natal, com uma mamã muito especial!

Herdeira de tradições familiares de vários pontos do nosso país, juntou às mesmas as tradições holandesas do seu marido.
Durante a gravidez da sua primeira filha e ainda durante o período que viveu além fronteiras, nasceu também a inspiração para um projecto: um site que reunisse a mais variada informação e serviços para crianças, com sugestões de actividades em família, ou seja, um verdadeiro guidebook para mamãs e papás! Assim, foi criada a Pumpkin, que é já uma referência tanto para pais, como para filhos - "Um site para famílias felizes :)"
Deixem-se conduzir pela mão de Mariana Melo Pessoa até ao nosso destino - o Natal!


 - Qual o significado do Natal para si?

Eu adoro o Natal - para mim é muito especial. Sempre foi, em criança vivia imenso toda a celebração, adorava preparar presentes para todos, adorava a antecipação da noite de Natal. Agora, com as minhas filhas, vivo com elas todo o deslumbramento da inocência, acreditando no Pai Natal, e ainda me sabe melhor.
Tem ainda outro significado muito especial - o meu pai vivia imenso o Natal. Tínhamos com ele uma série de rituais - íamos apanhar a árvore (vivíamos no Alentejo entrem imensos pinhais), que decorávamos ao som de músicas de Natal, íamos cantando todos juntos a caminho dos meus avós... e nesta época lembro-me imenso dele e sinto a sua presença ainda mais do que no resto do ano.

- Quais as vossas tradições familiares desta época?

Nós esperamos pelo dia 5 de Dezembro para começar a celebração - é o dia de Sinterklaas (São Nicolau), celebrado na Holanda e que comemoramos com o meu marido que é holandês.
Depois, escolhemos uma árvore de Natal (verdadeira, porque adoro o perfume das árvores verdadeiras) e decoramos a árvore e o presépio todos juntos, com chapéus de Pai Natal e hastes de renas com guizos na cabeça, ao som de músicas de Natal.
Fazemos enfeites para a casa, preparamos presentes para oferecer à família e vamos em crescendo até à véspera de Natal, que passamos em casa da minha avó, com toda a família (mais de 30).
É um banquete sem fim, em que cada família traz as suas receitas preferidas, e em que os miúdos nem comem nada com a excitação.
Depois do jantar, reunimos todas as crianças num quarto a cantar canções de Natal até que se ouve o sino do Pai Natal e todos corremos para a sala, onde encontramos um monte de presentes e o Pai Natal, que está à espera para oferecer alguns presentes aos mais pequenos. É o delírio.


- O Natal e as crianças: como mãe duas meninas, como é que elas vivem esta quadra?

Elas deliram, adoram! Andam excitadíssimas cada vez que vêem um Pai Natal pendurado numa varanda ou numa loja, cantam as canções que aprendem na escola, fazem desenhos e colagens sobre o Natal, e quando chega à vespera de Natal, estão no céu!

- As férias de Natal proporcionam momentos muito felizes em família, mas nem sempre é fácil escolher "programas". Que actividades "clássicas" nos pode propor a Pumpkin? 

Há imensos programas giros, e uma ideia que vamos abraçar é fazer um calendário de advento com actividades giras para fazer, para além das guloseimas da praxe (podem ver exemplos aqui ). Assim, criamos a expectativa na família toda e enchemos cada dia de magia.
Este ano, fomos pela primeira vez ao cinema todos juntos, ver um filme de Natal e elas adoraram. Estão em cena por exemplo o Frozen - Reino do Gelo,  A Revolta dos PerusNIKO e o Pequeno Traquinas.
Todos os anos, adoramos ir a Óbidos e este ano estamos cheios de vontade de ir à Aldeia Natal, no Parque Eduardo VII.
Esta é a altura do ano para ir ao Circo, e este ano há imensas feiras de diversão que toda a família adora- como a Feira Popular e a FIL Diverlândia , em Lisboa.
Deve ser também muito especial ir nesta altura ver um bailado ou uma peça de teatro.
Na Pumpkin podem encontrar imensas sugestões (podem ver em  Atividades em familia no natal)

- Presentes: quais as suas sugestões?

Para as miúdas, escolhemos um presente especial, que o Pai Natal deixa na nossa casa, para ser saboreado com calma. 
Para a família mais próxima, oferecemos fotografias - e todos os anos fazemos uma sessão de fotografia para ficar de recordação. Depois fazemos um calendário e oferecemos às avós.
Oferecemos sempre presentes feitos por nós aos amigos e tios - já fizemos bolachas, trufas de chocolate, estrelas de chocolate branco com groselhas... Este ano, temos umas formas natalícias para estrear.
Temos algumas sugestões de presentes feitos em casa aqui: sugestoes-de-presentes-caseiros

- Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma receita para partilhar)

Na ceia de Natal, temos sempre um doce obrigatório. Chama-se Pudim do Faial e é feito pela minha querida avó que é a melhor cozinheira do mundo. 
É muito doce, mas delicioso.
O Frank faz “oliebolen”, que são parecidos com os nossos sonhos, mas levam passas e maçã embebida em vinho do Porto - uma delícia e uma excelente tradição luso-holandesa para mantermos.




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Catarina Beato


Catarina Beato






A mamã, que hoje nos fala, adora escrever. Apesar de já ter feito um pouco de tudo, é nas palavras que encontra a sua paixão. É, actualmente, jornalista freelancer, autora das Crónicas de uma Desempregada, na Dinheiro Vivo e blogger nos Dias de uma princesa, que também já originou um livro com o mesmo nome. Dá também vida ao projecto Loove, através dos seus textos. 
É um exemplo de coragem, agarrando a Vida de frente e reinventando-se todos os dias, tendo ultrapassado uma situação complicada de desemprego, com dois filhos a seu cargo.
Descubram um pouco mais sobre a Catarina Beato, aqui:

Qual o significado do Natal para si?

Serei a pior pessoa a quem fazer esta pergunta. Não gosto do Natal. Corrijo: não gosto da pressão do Natal. A culpa foi do meu pai, de quem morro de saudades, mas era a criatura mais trombuda desde mundo estragava a noite de Natal à família toda. Não me lembro de uma noite de Natal sem choro antes de ir dormir. Aprendi a fugir do Natal e, felizmente, os meus filhos têm a outra parte da família que faz a festa por mim. Esta é a verdade, nada natalícia.

Quais as vossas tradições familiares desta época?

Para mim o Natal era o dia em que ia com a minha mãe às compras: ao Chiado, a Coimbra, ao Porto. Era o nosso passeio. Aquele que, ainda hoje, lhe peço para fazermos todos os anos. Agora gosto ir ao Funchal no Natal, de passear à noite no meio de todas aquelas luzes, de ver o mar na manhã de dia 25. Conto-lhes a história do Natal (nascimento de Jesus) porque, apesar de não ter religião, acho que os feriados devem ser explicados e respeitados.


O Natal e as crianças: como mãe de dois filhos, como é que eles vivem esta quadra?

Apesar dos meus problemas com o Natal, prometi sempre não passar isso aos meus filhos. Fazemos a árvores (que ocupa a sala toda) e muitas luzinhas. Ficamos na sala muito quietinhos a ver a iluminação da nossa rua. E cantamos todas as músicas de Natal. Não ofereço prendas (já se arrependeram de me ter feito estas perguntas?) a ninguém. As pessoas já sabem e não estranham. Aos meus filhos dou prendas durante todo o ano.

Qual a crónica de Natal perfeita para si?

Aquela que vai sair na revista de Natal do El Corte Inglês e que, por acaso, é minha.

Presentes: quais as suas sugestões?

A minha única sugestão é estar atento. Oferecer aquilo que sabemos que a outra pessoas vai gostar mesmo, ou que precisa mesmo. Não interessa o valor. A minha prenda de Natal preferida é comer aquilo de que gosto, chegar a uma mesa de Natal e perceber que se lembraram de mim [basta ver batata doce caramelizada ou as minhas filhoses].


Uma receita natalícia

Filhoses do Alentejo, a receita dos meu Natal de infância, o sabor do meu Natal.

Ingredientes
1 kg farinha de trigo sem fermento
3 laranjas cortadas ao meio
3 ovos
1 copo de aguardente
100 g banha derretida
3 a 4 colheres de sopa de azeite previamente aquecido com uma côdea de pão (para lhe retirar a acidez)
Óleo para fritar q.b
sal q.b

Pôr a farinha num alguidar, fazer uma cova e espremer o sumo das laranjas dentro da cova. Deitar os ovos, o sal e a aguardente.
Entretanto, aquecer o azeite. Quando estiver quente, fritar uma côdea de pão para lhe retirar a acidez.
Depois retirar a côdea e deitar o azeite na farinha juntamente com a banha derretida. Amassar muito bem.
Pôr um pouco de água a ferver com as cascas das laranjas, mas só durante 2 a 3 minutos para não amargar.
Regar pouco a pouco a massa com a água quente das cascas, à medida que vai secando. Continuar a amassar até que a massa não pegue nas mãos. A massa tem de ficar quente para se poder esticar bem. Pode cortar a massa em dois pedaços e amassar uma metade de cada vez.
Polvilhar a mesa com um pouco de azeite e experimentar esticar um pouco de massa. Se ela se partir ainda não está boa. Continuar a amassar até que fique mais elástica e se consiga esticar bem. Depois com o rolo (ou se não tiver uma garrafa de vidro) untado um pouco de azeite estender devagarinho a massa o mais finamente possível. Cortar a massa com uma recortilha em forma de rectângulos ou quadrados e fazer três riscos ao meio. Pegar delicadamente e colocar numa toalha para ir secando.
Depois de estendidas todas as filhoses, fritá-las em óleo quente, onde também previamente se fritou uma côdea de pão. Virar as filhoses no óleo e retirar logo a seguir para não ficarem queimadas.
Colocar numa travessa. Na altura de servir, polvilhar com açúcar.




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O melhor do meu dia - crescer!



Toda esta experiência de blogger tem sido pontuada por muitas coisas boas e por pessoas fantásticas. Tem também sido marcada por muitas dúvidas: será que fiz a escolha certa ao criar o blog e seguir por este caminho?

Mas quando recebo mensagens de incentivo de outras mamãs que também se aventuraram nestas águas virtuais, cresce a confiança e a vontade de ver este projecto ganhar uma maior dimensão! 

Por isso, só posso agradecer por saber que todos vocês estão aí, que continuam a acompanhar-nos e a ajudar-nos a fazer mais e melhor!



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Paula Veiga Claro




Paula Veiga Claro





A vida é captada em todas as suas dimensões pela lente desta mamã, que escreve com luz as memórias do seu coração, assim como as de todos aqueles que se deixam captar por ela. Para além da fotografia, é também blogger e partilha connosco as suas experiências, imagens, sentimentos e muitas coisas giras, no blog Angel-luzinha. Mas é a sua vivência de mãe e anjo da guarda da sua filha, uma verdadeira bênção e inspiração permanente, que a completa.

Descubram aqui o olhar de Paula Veiga Claro!


-Qual o significado do Natal para si?

Quando era criança era a época mais mágica do ano. Escrevia longas cartas ao Pai Natal e vivia tudo com uma intensidade e euforia inexplicáveis. Acreditei na sua existência até à 4ª classe (sim, eu sei! É inacreditável, mas é verdade!), mas os meus colegas na escola fizeram o favor de me roubar este encanto. Tanto me disseram que o Pai natal não existia, que acabaram por fazer com que os meus pais se sentissem na obrigação de me dizer a verdade. Por mim acreditava nela até hoje! Fiquei devastada, senti-me defraudada e a partir daí o Natal perdeu quase todo o encanto. Era um momento de família, mas a magia que eu tanto admirava tinha-se evaporado por completo. Mas tudo mudou quando a vida me deu a melhor "prenda" de todas! A minha filhota nasceu no dia 26 de Dezembro e a partir desse ano (2007) passei a viver o Natal com a mesma magia, euforia e intensidade de outrora.

-Quais as vossas tradições familiares desta época?

Rumamos até ao meu Alentejo e é lá que passamos o Natal no aconchego da família, da lareira e das deliciosas iguarias.

-O Natal e as crianças: como mãe de uma menina, como é que ela vive esta quadra?

Fazendo ela anos no dia 26 de Dezembro, está tudo dito! Desde Agosto que me anda a perguntar se falta muito para o Natal e para o aniversário. É uma criança extremamente meiga, sociável e emotiva, vive tudo com grande intensidade e nesta época, ainda fica mais enérgica e eufórica do que o costume. No dia 25, abre as prendas de Natal, no dia 26, as do aniversário, é uma festa constante e a dobrar!

-Como descreveria a foto perfeita de Natal?

Eu costumo dizer que a fotografia é a arte de congelar o tempo e eternizar a vida. Através da fotografia, conseguimos contar histórias, captar momentos únicos e expressar sentimentos. A fotografia permite-nos dizer tudo sem uma única palavra. A fotografia reflecte a forma como o fotógrafo vê o mundo e o que é perfeito para mim pode não o ser para o vizinho do lado. Como mãe, posso dizer que a foto perfeita seria aquela que registasse um momento único (independentemente da perfeição técnica). Como profissional, imagino um grande retrato de família num ambiente natalício requintado (mas descontraído), onde a alma se fundisse com a perfeição técnica.

-Presentes: quais as suas sugestões?

Tenho por regra oferecer coisas úteis que vão de encontro ao gosto e necessidade de quem as recebe. Prefiro pouco e bom, do que muito e mau. Não sou uma pessoa de excessos. Para mim, vale mais uma coisa útil, do que três ou quatro monos que não servem para nada. Para além disso, gosto de caprichar nos embrulhos. Antigamente (leia-se há 10 ou 11 anos), todas as lojas apostavam em embrulhos giríssimos, coisa que não se verifica hoje em dia. É uma pena que certas tradições sejam engolidas por esta sociedade consumista, onde o conceito fast encaixa em tudo. Agora, uma pessoa deixa um dinheirão numa loja e ainda tem que trazer o papel debaixo do braço, para embrulhar em casa. Acho pavoroso e, nesses casos, prefiro apostar em algo diferente e personalizado.

-Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma receita para partilhar)

Adoro o perú que a minha tia faz num tacho de barro. É feito em cima do lume, tem um sabor único, é de comer e chorar por mais! Também gosto imenso do bacalhau com natas da minha mãe. Em relação a doces, não tenho muito a dizer porque sou 0% gulosa. Sou mais de salgados, mas gosto das farófias da minha mãe que, ao contrário de mim, tem imenso jeito e gosto para as actividades culinárias.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Isabel Stilwell



  Isabel Stilwell





As palavras na sua forma escrita ou falada representam uma parte essencial na vida da mãe e avó que hoje nos guia, no nosso caminho até ao Natal. São uma necessidade intrínseca de narrar histórias reais ou fictícias, partilhando a sua forma de ver o mundo e os seus sentimentos. Nasceu em Portugal, no seio de uma família inglesa e é a sétima de oito irmãos.
É jornalista e escritora. Começou a trabalhar no Diário de Notícias, aos 21 anos, contribuindo de forma essencial para o jornalismo português. Foi a fundadora e directora da revista Pais & Filhos, tendo assumido também a direcção da revista Notícias Magazine durante 13 anos e do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projectos. 
A par deste percurso, escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, como Histórias para Contar em Minuto e Meio ou Histórias para os Avós Contarem aos Netos. A grande paixão por romances históricos deu origem a títulos como D. Filipa de Lencastre, D. Catarina de Bragança, D. Amélia, D. Maria II e ao novíssimo Ínclita Geração - Isabel de Borgonha. Podemos, também, ouvi-la com Eduardo Sá, no programa Dias do Avesso, na Antena 1, ou em escolas, encontros e conferências.
Continua sempre a arranjar tempo para estar com os seus três filhos e com as suas netas. 

Venham conhecer o olhar duplamente materno de Isabel Stilwell!


- Qual o significado do Natal para si?

O dia de anos do bebé Jesus! Gosto de olhar para o Presépio e pensar que a esperança nasce em cada criança, e que o poder não é mais do que uma forma de servir. Gosto de pôr os pastores em cima do musgo, a caminho da gruta, sabendo que no tempo de Jesus Cristo eram os sem abrigo da época, os últimos a quem se esperava que os anjos aparecessem. E gosto do S. José que é um pai adoptivo, que não precisa de laços de sangue para amar e proteger aquela criança, e de uma mãe, Maria, que aceita um milagre e a estranheza de toda a situação, tirando o melhor partido de ter sido a escolhida. Não gosto de quem celebra o Natal sem aceitar nada daquilo que significa, acho sempre que podiam encontrar outra data para fazer um almoço e trocar presentes. No meio disto, gosto também do Pai Natal, do lado da magia, da espera, da antecipação...

- Quais as vossas tradições familiares desta época?

As minhas, de origem, eram escrever ao Pai Natal uma carta, esperando que fosse levada até ele, pelos seus ajudantes, e na véspera de Natal, pôr uma meia [para o Pai Natal], ao fundo da cama. Os presentes do Pai Natal eram sempre coisas pequeninas que cabiam dentro dessa meia (escolhíamos todos as do meu pai porque eram maiores!).
Apanhávamos musgo para o Presépio e ajudávamos a minha mãe a distribuir ceias de Natal pelos mais pobres da freguesia (Santos-o-Velho, em Lisboa), antes dos tempos do Banco Alimentar - conhecíamos aquelas pessoas e sabia-me muito bem passar umas horas a conversar com os velhinhos que não saíam de casa ou a ajudar a dar banho a um doente que não podia sair da cama. Tenho a certeza que quando se dá, se recebe. 
No dia de Natal abríamos os presentes (de pais e irmãos, eu tenho 7, o que é bom para tudo!), e depois almoçávamos juntos, normalmente com alguns amigos dos meus pais. À tarde, íamos a casa da minha avó paterna, onde nos encontrávamos todos (a minha avó tinha 39 netos). Nem sempre o dia era tão feliz como o tinha imaginado, mas isso é porque tendo a ter expectativas imensas...

- O Natal e as crianças: sob o ponto de vista de avó, como é que as suas netas vivem esta quadra?

Quero que sintam a magia e a antecipação e quero que aprendam o prazer de dar! Apanham musgo comigo, fazemos juntas o Presépio, com muito cuidado, sem esquecer a cabana de rochas e paus. Fazemos também a árvore e esperamos o Pai Natal. Também põem a meia no fundo da cama. O Pai Natal vai enchê-las de certezinha absoluta, depois de ter bebido o leite e comido as bolachas.

- Como contadora de histórias, qual escolheria para colocar como estrela no topo da árvore de Natal?

As "Cartas do Pai Natal", do J.R.R Tolkien, publicadas pela Europa América.
São cartas que o Pai Natal escreveu aos filhos do escritor, com desenhos de Tolkien. Até os selos que criou são fabulosos. Contam histórias que se passaram no Pólo Norte, com o Urso Polar, os ajudantes bons, os ogres que roubam os presentes e o esforço para os recuperar, entre outras.

- Presentes: quais as suas sugestões?

Há tanta gente a quem dar, que às vezes compramos a metro, sem pensar muito bem para quem é que se destina. Por isso, tente dar aquilo que gostaria de receber. Se for possível, e melhor ainda, presentes que sejam feitos por si. Dentro dessa "onda" daria, este Natal, a "Ínclita Geração - Isabel de Borgonha", a quem gostasse de romances históricos, e as "Histórias para os Avós contarem aos netos", a todos os que já sejam avós.

- Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma
receita para partilhar)?

Puré de Castanha. Só sei fazer a olho e a grande conquista são as castanhas congeladas (era horrível tirar a casca das castanhas cozidas). Com perú, é o prato obrigatório do dia de Natal. Ah e Brandy Snaps, que são um género de umas bolachas (enroladas), que se comem com natas postas no próprio momento, lá dentro e que nunca vi à venda em Portugal, mas que os meus avós nos mandavam de Inglaterra. Agora, é a minha querida cunhada Teresa quem as traz, enchendo malas inteiras, porque a família é gigante.



domingo, 8 de dezembro de 2013

O melhor do meu dia - um presente muito especial




Hoje, recebemos um presente muito especial de uma prima nossa: um álbum fantástico com as fotos do baptizado (continuo a escrever assim, sem acordo ortográfico) da menina da mamã!
Foi tão bom rever os momentos deste dia maravilhoso e ver como a bebé cresceu tanto, quatro meses depois!





sábado, 7 de dezembro de 2013

A mais louca corrida do mundo



Conduzir está longe de ser uma actividade que me deixe entusiasmada. Bem pelo contrário, é algo que me deixa cheia de stress e procuro apenas fazê-lo quando não tenho alternativa. Ora isso acontece em todos os dias de trabalho, pois tenho de percorrer cerca de 45 km, entre idas e vindas. Com a menina da mamã e agora com o tempo frio, para além do percurso habitual, há mais condução dentro da cidade, para chegar às casas dos avós. 

Naturalmente, estou atenta a todas movimentações quando ando a circular, pois antever uma reacção a conduzir, é meio caminho andado para deslocações em segurança. É aqui que reparo numa grande falta de cuidado generalizada: manobras perigosas e não sinalizadas em locais com pouca visibilidade, excesso de velocidade, entre outras. Depois disto, há o salve-se quem puder, onde não há cedência de passagem, por exemplo, numa mudança de faixa e quando isso pode até aligeirar o trânsito, ou pelo contrário quando existe, nem um sinal de cortesia em resposta.
Quando chega a altura do Natal, a loucura do dia a dia acentua-se, tal como o tráfego e rapidamente se chega ao caos!

Não pretendo com estas palavras, definir um manual de boas maneiras na condução, mas um pouco de gentileza nunca fez mal a ninguém e todos ficamos mais bem dispostos!




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O melhor do meu dia - Cinderela



Hoje, a mamã esteve em formação e foi buscar a sua menina mais tarde do que o habitual.
E que bem que soube chegarem a casa, dar banho à bebé e verem juntas Cinderela - A Reviravolta no Tempo! A mamã sentiu-se pequenina outra vez!




quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Sónia Morais Santos


Sónia Morais Santos





A vontade de ser jornalista e escritora despertou muito cedo, transparecendo nas suas brincadeiras de criança.
O seu percurso académico conduziu-a a uma licenciatura em Ciências da Comunicação. Após a conclusão do curso, começou a trabalhar no Grupo Fórum. O seu percurso profissional continuou e não mais parou: colaborou com Pedro Rolo Duarte, em vários projectos como Mundo de Aventuras ou Falatório e, mais tarde, no suplemento do Diário de Notícias, DNA. Passou pelas redacções do Diário de Notícias e da Time Out, nesta última como editora. A rádio assumiu também um papel importante na sua carreira: na Antena 1, colaborou com o professor Eduardo Sá, bem como em vários programas a solo. 
Hoje em dia, já como freelancer, escreve semanalmente no Jornal de Notícias e na Notícias Magazine, mensalmente na Revista Pais & Filhos e nas Selecções do Reader´s Digest.
Paralelamente, fez nascer o blog Cocó na Fralda, onde relata o seu quotidiano como mulher e mãe, em todas as suas vertentes. Do blog, surgiu o convite para a edição de um livro com o mesmo nome.

Ficamos com o olhar da mamã Sónia Morais Santos, cuja escrita faz a diferença!

- O que significa o Natal para si?

O Natal para mim significa família. Solidariedade. Amor. Significa dar e receber. Significa lembrarmo-nos mais uns dos outros e tentar que esse espírito não se cinja ao Natal mas se espalhe pelos outros meses do ano. Natal é alegria, quando se tem a sorte de ter saúde e de ter quem mais se ama por perto. É preciso, também, ter sorte. E nós, felizmente, também temos tido sorte. Mas, de facto, numa palavra, Natal para mim é família, quanto mais alargada melhor, quanto mais gente melhor.

- Quais as vossas tradições familiares desta época?

Fazer a árvore, montar as decorações, escolher novas estrelas, novas luzes, novas velas. Comprar muita lenha, para termos a lareira sempre acesa. A casa tem um cheiro tão próprio, no Natal. Tão bom... Depois, no dia 24, jantamos todos juntos. A minha família e a família do meu marido. Temos a sorte de conseguir juntar todos - e assim não é preciso passar um ano em casa de uns e o outro em casa de outros. A consoada é sempre passada ou na nossa casa ou na da nossa prima (que é mesmo em frente à nossa casa), o que torna tudo perfeito! Jantamos bacalhau, batatas e couves. Há mousses e arroz doce e rabanadas e sonhos. O Pai Natal toca a campainha à meia-noite. E entrega os presentes às crianças. Depois, é o momento de trocarmos presentes, entre todos. Os adultos têm, de há uns 3 ou 4 anos a esta parte, um amigo secreto. As crianças não entram nisso - recebem presentes de todos! E no dia 25 voltamos a almoçar, desta vez só com os pais de ambos (meus e do meu marido). Cabrito. E abrimos um mealheiro que os meus sogros enchem durante todo o ano. E contamos as moedas. E assim, todos os anos, as crianças aprendem a importância de poupar.

- O Natal e as crianças: como mãe de três filhos, como é que eles vivem esta quadra?
 

Os meus filhos adoram o Natal. Não só pelos presentes (claro, é quase impossível não adorarem a época por causa disso) mas pelos valores familiares que procuramos incutir-lhes. Aliás, por eles era sempre Natal - estávamos sempre com imensa família à volta!

 - Como jornalista e como blogger, a sua voz tem feito a diferença. Se pudesse escolher, o que gostaria de mudar neste Natal ?

O que mudava? Oh... para mim é muito duro imaginar que há quem não tenha condições para proporcionar aos seus filhos um Natal feliz. Também me impressiona muito os idosos que não têm ninguém e que, no fim da vida, passam esta noite completamente sozinhos e esquecidos. Também acho de uma crueldade sem fim que haja quem tenha de passar o Natal internado num hospital, longe do conforto de sua casa. Por isso... se eu fosse Deus... era com isto que acabava, assim de caras. Como não sou, vamos muitas vezes procurar quem não tem uma refeição e levamos algumas sobras do Natal (disse sobras, não restos, como é evidente!). E faço com que, todos os anos, os meus filhos escolham os brinquedos em condições para oferecerem aos meninos que não têm tanta sorte como eles.

- Presentes: quais as suas sugestões?
 
Uma excelente sugestão low cost é fazer bolinhos com formas natalícias (anjinhos, estrelas, árvores de Natal, etc.), comprar uns sacos bonitos ou caixas de cartão e oferecer biscoitos feitos pela família. É barato e simbólico. Também se podem oferecer fotos das crianças aos familiares, em molduras feitas pelas próprias crianças, com molas ou em cartão.

- Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma receita para partilhar)
 
Para mim, uma coisa que não pode mesmo faltar à mesa são as rabanadas. Bem molhadinhas em leite! Adoro rabanadas!!! E só como mesmo no Natal.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O melhor do meu dia - a mãozinha mais querida



Não há dúvidas no melhor do meu dia: a mãozinha mais querida do mundo, da minha bebé, pousada no meu rosto, enquanto dormia... Derreti!





domingo, 1 de dezembro de 2013

Mercadito da Carlota de Natal



Apesar do frio que o vento faz viajar até nós, o primeiro dia de Dezembro, o primeiro dia e simultaneamente primeiro Domingo do tempo do Advento despertou perfeitamente solar! Depois da menina da mamã estar completamente pronta a todos os níveis, a avó chegou para tomar conta dela, pois ainda está a recuperar da sua grande constipação e nós rumamos para o Mercadito da Carlota de Natal, que decorre hoje, até às 19:00, no Museu da Carris, em Alcântara.
Logo à entrada, deparamo-nos com um eléctrico a transportar os visitantes até ao Mercadito. Lá dentro, muitas marcas giras e muita, muita gente! A circulação tornou-se por vezes complicada devido ao elevado número de carrinhos e cadeiras de passeio. Nestas ocasiões, a melhor opção são mesmo os slings e os marsupiais... 
Sendo um evento de Natal, recheado de peças e acessórios fantásticos para crianças e para mamãs, é também um evento solidário com entrada gratuita, mas com recolha de brinquedos para as crianças da Associação Novo Futuro
O nosso principal objectivo era encontrar um vestido muito especial para o dia de Natal, t-shirts de golas de manga comprida e casacos de malha para a menina da mamã. Fomos praticamente bem sucedidos, à excepção de um casaco de malha em branco pérola ou marfim... Todos os que encontramos não preenchiam o requisito do tamanho 1 ano.
Assim sendo, trouxemos para casa um vestido em veludo azul escuro e dois boleros, em cinza e camel, da Maria Concha e duas t-shirts de golas de manga comprida, da Maria Bolacha.
A mamã também não resistiu e trouxe meias mesmo quentinhas e com o delicioso pormenor do laço, da Castelos nas Nuvens.

Gostamos bastante da nossa manhã e temos pena que um evento desta dimensão não tenha a duração de um fim de semana. 

Vejam as fotos da nossa visita e das nossas compras em baixo!




Maria Concha


Maria Bolacha
 

Vestido Maria Concha



T-Shirts de Golas Maria Bolacha e Boleros Maria Concha
 

Meias para Mamãs Castelos nas Nuvens