quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Paula Veiga Claro




Paula Veiga Claro





A vida é captada em todas as suas dimensões pela lente desta mamã, que escreve com luz as memórias do seu coração, assim como as de todos aqueles que se deixam captar por ela. Para além da fotografia, é também blogger e partilha connosco as suas experiências, imagens, sentimentos e muitas coisas giras, no blog Angel-luzinha. Mas é a sua vivência de mãe e anjo da guarda da sua filha, uma verdadeira bênção e inspiração permanente, que a completa.

Descubram aqui o olhar de Paula Veiga Claro!


-Qual o significado do Natal para si?

Quando era criança era a época mais mágica do ano. Escrevia longas cartas ao Pai Natal e vivia tudo com uma intensidade e euforia inexplicáveis. Acreditei na sua existência até à 4ª classe (sim, eu sei! É inacreditável, mas é verdade!), mas os meus colegas na escola fizeram o favor de me roubar este encanto. Tanto me disseram que o Pai natal não existia, que acabaram por fazer com que os meus pais se sentissem na obrigação de me dizer a verdade. Por mim acreditava nela até hoje! Fiquei devastada, senti-me defraudada e a partir daí o Natal perdeu quase todo o encanto. Era um momento de família, mas a magia que eu tanto admirava tinha-se evaporado por completo. Mas tudo mudou quando a vida me deu a melhor "prenda" de todas! A minha filhota nasceu no dia 26 de Dezembro e a partir desse ano (2007) passei a viver o Natal com a mesma magia, euforia e intensidade de outrora.

-Quais as vossas tradições familiares desta época?

Rumamos até ao meu Alentejo e é lá que passamos o Natal no aconchego da família, da lareira e das deliciosas iguarias.

-O Natal e as crianças: como mãe de uma menina, como é que ela vive esta quadra?

Fazendo ela anos no dia 26 de Dezembro, está tudo dito! Desde Agosto que me anda a perguntar se falta muito para o Natal e para o aniversário. É uma criança extremamente meiga, sociável e emotiva, vive tudo com grande intensidade e nesta época, ainda fica mais enérgica e eufórica do que o costume. No dia 25, abre as prendas de Natal, no dia 26, as do aniversário, é uma festa constante e a dobrar!

-Como descreveria a foto perfeita de Natal?

Eu costumo dizer que a fotografia é a arte de congelar o tempo e eternizar a vida. Através da fotografia, conseguimos contar histórias, captar momentos únicos e expressar sentimentos. A fotografia permite-nos dizer tudo sem uma única palavra. A fotografia reflecte a forma como o fotógrafo vê o mundo e o que é perfeito para mim pode não o ser para o vizinho do lado. Como mãe, posso dizer que a foto perfeita seria aquela que registasse um momento único (independentemente da perfeição técnica). Como profissional, imagino um grande retrato de família num ambiente natalício requintado (mas descontraído), onde a alma se fundisse com a perfeição técnica.

-Presentes: quais as suas sugestões?

Tenho por regra oferecer coisas úteis que vão de encontro ao gosto e necessidade de quem as recebe. Prefiro pouco e bom, do que muito e mau. Não sou uma pessoa de excessos. Para mim, vale mais uma coisa útil, do que três ou quatro monos que não servem para nada. Para além disso, gosto de caprichar nos embrulhos. Antigamente (leia-se há 10 ou 11 anos), todas as lojas apostavam em embrulhos giríssimos, coisa que não se verifica hoje em dia. É uma pena que certas tradições sejam engolidas por esta sociedade consumista, onde o conceito fast encaixa em tudo. Agora, uma pessoa deixa um dinheirão numa loja e ainda tem que trazer o papel debaixo do braço, para embrulhar em casa. Acho pavoroso e, nesses casos, prefiro apostar em algo diferente e personalizado.

-Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma receita para partilhar)

Adoro o perú que a minha tia faz num tacho de barro. É feito em cima do lume, tem um sabor único, é de comer e chorar por mais! Também gosto imenso do bacalhau com natas da minha mãe. Em relação a doces, não tenho muito a dizer porque sou 0% gulosa. Sou mais de salgados, mas gosto das farófias da minha mãe que, ao contrário de mim, tem imenso jeito e gosto para as actividades culinárias.

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