quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Olhares Maternos sobre o Natal - Sónia Morais Santos


Sónia Morais Santos





A vontade de ser jornalista e escritora despertou muito cedo, transparecendo nas suas brincadeiras de criança.
O seu percurso académico conduziu-a a uma licenciatura em Ciências da Comunicação. Após a conclusão do curso, começou a trabalhar no Grupo Fórum. O seu percurso profissional continuou e não mais parou: colaborou com Pedro Rolo Duarte, em vários projectos como Mundo de Aventuras ou Falatório e, mais tarde, no suplemento do Diário de Notícias, DNA. Passou pelas redacções do Diário de Notícias e da Time Out, nesta última como editora. A rádio assumiu também um papel importante na sua carreira: na Antena 1, colaborou com o professor Eduardo Sá, bem como em vários programas a solo. 
Hoje em dia, já como freelancer, escreve semanalmente no Jornal de Notícias e na Notícias Magazine, mensalmente na Revista Pais & Filhos e nas Selecções do Reader´s Digest.
Paralelamente, fez nascer o blog Cocó na Fralda, onde relata o seu quotidiano como mulher e mãe, em todas as suas vertentes. Do blog, surgiu o convite para a edição de um livro com o mesmo nome.

Ficamos com o olhar da mamã Sónia Morais Santos, cuja escrita faz a diferença!

- O que significa o Natal para si?

O Natal para mim significa família. Solidariedade. Amor. Significa dar e receber. Significa lembrarmo-nos mais uns dos outros e tentar que esse espírito não se cinja ao Natal mas se espalhe pelos outros meses do ano. Natal é alegria, quando se tem a sorte de ter saúde e de ter quem mais se ama por perto. É preciso, também, ter sorte. E nós, felizmente, também temos tido sorte. Mas, de facto, numa palavra, Natal para mim é família, quanto mais alargada melhor, quanto mais gente melhor.

- Quais as vossas tradições familiares desta época?

Fazer a árvore, montar as decorações, escolher novas estrelas, novas luzes, novas velas. Comprar muita lenha, para termos a lareira sempre acesa. A casa tem um cheiro tão próprio, no Natal. Tão bom... Depois, no dia 24, jantamos todos juntos. A minha família e a família do meu marido. Temos a sorte de conseguir juntar todos - e assim não é preciso passar um ano em casa de uns e o outro em casa de outros. A consoada é sempre passada ou na nossa casa ou na da nossa prima (que é mesmo em frente à nossa casa), o que torna tudo perfeito! Jantamos bacalhau, batatas e couves. Há mousses e arroz doce e rabanadas e sonhos. O Pai Natal toca a campainha à meia-noite. E entrega os presentes às crianças. Depois, é o momento de trocarmos presentes, entre todos. Os adultos têm, de há uns 3 ou 4 anos a esta parte, um amigo secreto. As crianças não entram nisso - recebem presentes de todos! E no dia 25 voltamos a almoçar, desta vez só com os pais de ambos (meus e do meu marido). Cabrito. E abrimos um mealheiro que os meus sogros enchem durante todo o ano. E contamos as moedas. E assim, todos os anos, as crianças aprendem a importância de poupar.

- O Natal e as crianças: como mãe de três filhos, como é que eles vivem esta quadra?
 

Os meus filhos adoram o Natal. Não só pelos presentes (claro, é quase impossível não adorarem a época por causa disso) mas pelos valores familiares que procuramos incutir-lhes. Aliás, por eles era sempre Natal - estávamos sempre com imensa família à volta!

 - Como jornalista e como blogger, a sua voz tem feito a diferença. Se pudesse escolher, o que gostaria de mudar neste Natal ?

O que mudava? Oh... para mim é muito duro imaginar que há quem não tenha condições para proporcionar aos seus filhos um Natal feliz. Também me impressiona muito os idosos que não têm ninguém e que, no fim da vida, passam esta noite completamente sozinhos e esquecidos. Também acho de uma crueldade sem fim que haja quem tenha de passar o Natal internado num hospital, longe do conforto de sua casa. Por isso... se eu fosse Deus... era com isto que acabava, assim de caras. Como não sou, vamos muitas vezes procurar quem não tem uma refeição e levamos algumas sobras do Natal (disse sobras, não restos, como é evidente!). E faço com que, todos os anos, os meus filhos escolham os brinquedos em condições para oferecerem aos meninos que não têm tanta sorte como eles.

- Presentes: quais as suas sugestões?
 
Uma excelente sugestão low cost é fazer bolinhos com formas natalícias (anjinhos, estrelas, árvores de Natal, etc.), comprar uns sacos bonitos ou caixas de cartão e oferecer biscoitos feitos pela família. É barato e simbólico. Também se podem oferecer fotos das crianças aos familiares, em molduras feitas pelas próprias crianças, com molas ou em cartão.

- Uma receita natalícia (um sabor que não possa faltar na ceia ou uma receita para partilhar)
 
Para mim, uma coisa que não pode mesmo faltar à mesa são as rabanadas. Bem molhadinhas em leite! Adoro rabanadas!!! E só como mesmo no Natal.

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