domingo, 6 de novembro de 2016

Crónicas de um desfralde







Este é um post sobre a nossa primeira aventura de deixar as fraldas, que começou há 6 meses e tem tido altos e baixos.
Com a fase final da gravidez e o nascimento do Afonso, decidimos adiar o desfralde da Alice até à Primavera passada.
Ainda tentamos começar entre Novembro e Dezembro de 2015, respeitando os dois meses de distância recomendados pelos psicólogos em relação a um acontecimento que altere profundamente a realidade da criança… Mas acreditem que quando os descuidos acontecem com frequência, principalmente nos primeiros dias, com o tempo frio e muita roupa, simplesmente não é funcional, com tempos de secagem longos (não é uma questão de preguiça, como é frequente ouvir comentar).

Fizemos tudo by the book: compramos um bacio simples (sem bonecos, para não transmitir uma ideia errada de brinquedo), um redutor, um banquinho para a utilização do redutor, passamos a utilizar roupas simples para facilitar a aprendizagem (vestidos, saias, calções e calças com cinturas elásticas, para que ela conseguisse usar sozinha quer o bacio, quer o redutor…Adeus jardineiras…) e roupa interior divertida (para ajudar a evitar os descuidos… Afinal quem é quer sujar a Elsa, a Anna ou a Kitty?).





Houve uma primeira fase de treino/reconhecimento da rotina, com cueca-fralda, na qual a íamos colocando a seguir às refeições no bacio, mas muitas vezes ela já tinha feito.

Mudança de estratégia: passar directamente para as cuecas de pano.

Pois, pois… Os primeiros dias foram mesmo muito difíceis… Não havia vez nenhuma que corresse bem. É que isto de interromper a brincadeira para ir ao bacio, não tem graça nenhuma e perde-se muito tempo… Na linha de pensamento da nossa menina.
Sempre que perguntávamos se queria fazer xixi ou cocó, dizia sempre que não. E a pilha de roupa para lavar estava em constante crescimento… Logo que pensávamos estar tudo lavado, vinha mais um descuido e é tão bom andar a lavar roupa cheia destes descuidos, à mão, às 23:00…

Nova Mudança de Estratégia: Não há perguntas, vai-se pondo de meia em meia hora, ou menos em caso de beber muitos líquidos. Começou a correr melhor, os descuidos a diminuir, mas o pedir para fazer ou tomar ela própria a iniciativa continuava longe.

A pouco e pouco, fomos percebendo melhor os ritmos e houve uma evolução positiva, muito embora ainda não haja regularidade no n.º 2.
Decorrido este tempo, ainda há revoadas de descuidos (normalmente quando o mano aprende algo novo) e há lições que já aprendemos e vamos colocar em prática com o Afonso:

- Não esperar pelos 3 anos (apesar da vantagem que o desenvolvimento da capacidade de controlar os esfíncteres traz), pois os hábitos estão mais enraizados e pela nossa experiência, há uma grande resistência em largar as fraldas;

- Aguardar efetivamente pelo sucesso implantado do desfralde diurno, para avançar para o desfralde nocturno.

Como correram ou têm corrido as vossas experiências? Partilhem connosco :)


(Ilustrações de Marcel Marlier - Anita Mamã ou Martine Mamã)


(Scroll down for english)




This post is all about our first adventure with the potty training. This journey has begun 6 months ago and it has its ups and downs.
With the last pregnancy weeks of Afonso, we have postponed Alice's training until this spring (she was already 3 years old). We have tried an earlier start, during winter time, but thicker layers of clothing aren't potty friendly.
We did everything by the book: we have got a simple potty, a small toilet seat, a step to reach the toilet, simple clothing (no more dungarees) and funny underwear (after all, little girls don't
want to wet Elsa or Anna from Frozen or Hello Kitty).
There was an acquaintance period with pull-up's, and Alice should go after every meal... Mostly it didn't work.
Change of strategy: Underwear only.

The first days were hard, she just missed every time she needed to go. We realized that Alice kept on doing whatever she was doing, without reacting to the potty. We were asking all the time if she needed to go and the answer was always "No".

New change of strategy: There were no questions, she would go every half an hour or less. It got better... the accidents grew fewer, but she wouldn't ask to go or even go herself, still.
Day by day, we have started to recognize her own rhythms and there was a breakthrough.

After all these months, there are still accidents from time to time (and they get more frequent every time Afonso learns something new... ) and there are also some lessons we have learnt:

 - We definitely won't wait for Afonso's third birthday to start his potty training, the longer we postpone, the harder it will get for him to let go off the nappies;

- We will wait for a complete success during day-time, before we get him out of night-time nappies.

Please, feel free to share your potty training experience with us :)


Illustrations by Marcel Marlier


Até já! See you soon!

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