domingo, 23 de março de 2014

A Menina do Papá - Como influenciamos os nossos filhos






A propósito deste nosso post sobre a transmissão de gostos de pais para filhos, recebi imensos relatos de amigos, cada um diferente dos outros.

Enquanto uns relatavam que os gostos dos filhos eram semelhantes aos deles, outros diziam que os gostos dos filhos eram completamente antagónicos aos seus.

Na situação mais comum, os pais influenciam as preferências dos filhos, mesmo que o façam involuntariamente. Mas em certas áreas, é necessário plantar a semente para que venha a dar frutos. As artes e o gosto pela leitura são um bom exemplo.

As principais razões que levam os filhos a aderirem facilmente às preferências dos pais passam pelo facto de nos verem como modelos a seguir (daí a nossa opinião ser tão importante ) e por sentirem que algo transmite felicidade aos pais. Então, a criança naturalmente tenderá a gostar delas. A música é um excelente exemplo de como essa felicidade contagia os filhos. Mas não é por os filhos ouvirem muito algo, que passarão a gostar. Os pais muitas vezes "forçam" os filhos a ouvir musica clássica, mas se o clássico não estiver enraizado no seio familiar, não sortirá efeito. O ambiente onde os filhos vivem é extremamente importante para plantar essas sementes. Existe um documentário delicioso, que relata a experiência como pais, de conhecidos punk-rockers tais como Mark Hoppus (Blink-182), Flea (Red Hot Chili Peppers) ou Tim McIlrath (Rise Against) entre outros, como a suas vivências anarquistas influenciam o seu modo de serem pais, e como isso se reflecte nos seus filhos. Se tiverem oportunidade de ver, vale a pena.

Pela minha experiência como filho, sei que o facto de ter um pai cinéfilo que me levava aos fins de semana ao cinema, me moldou o gosto e o modo de o ver. Também pelo facto da minha mãe pintar e adorar ir a exposições, fez-me interessar pela pintura. Lembro-me também de "assaltar" a estante lá de casa, e ler os livros que o meu pai mais gostava, para tentar perceber porque faziam parte das suas escolhas, tal como quando aprendi a funcionar com o giradiscos, ir à descoberta na discografia lá de casa.

Como pai, e como já referi num post anterior, vou tentar mostrar o mais possível à nossa menina, de modo que ela mais tarde não rejeite algo, somente porque não conhece. Mas sei que um dia, vai chegar o momento de ela pegar num DVD/Blu-ray da estante e dizer "Mamã, gosto tanto do Tim Burton!"



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