terça-feira, 25 de março de 2014

O tempo para ser criança




O tempo que vivemos tem os minutos e os segundos a correrem de forma acelerada. Tão depressa estamos a iniciar uma nova semana, como estamos a chegar ao fim da mesma, num abrir e piscar de olhos.

Quando eu era criança, os dias passavam a um ritmo suave, compassado pelas estações. Tinha tempo para tudo: ir à escola, fazer trabalhos de casa, brincar, passear…
O reflexo de uma sociedade sempre ligada e em rede, em que tudo está cada vez mais virtualmente próximo, acaba por nos afastar fisicamente uns dos outros.
Esta passada frenética reflecte-se também na nossa gestão de actividades diárias, onde tentamos fazer o máximo possível e o espaço para uma pausa, para ouvir o silêncio, para olharmos para aqueles que amamos, fica demasiado reduzido.

As crianças de hoje, e não afirmo isto por experiência própria dado que a menina da mamã ainda é uma bebé, mas pela partilha de tantos testemunhos de outras mamãs, acabam por ter um horário apertado que concilia escola e várias actividades, a par das rotinas do banho e das refeições. Acabam por ficar quase sem momentos livres para poderem brincar, viver as suas histórias de princesas, piratas e dragões e entrarem no seu mundo mágico.
Por outro lado, o acesso a muita informação, impulsiona o crescimento delas [crianças] de forma exponencial, sem haver uma maturidade que acompanhe esse mesmo crescimento.

É aqui que nós, mamãs e papás, entramos com a sábia dose de equilíbrio, que também vamos aprendendo e melhorando, para pegarmos nas mãos dos nossos filhos e lhe abrirmos as janelas do aqui e agora, para que eles sejam mais crianças e vivam o mundo com a tranquilidade necessária.




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