quinta-feira, 16 de junho de 2016

A (por vezes difícil) arte de ser irmã







A mamã é a irmã mais nova e não concebe a sua existência sem a sua irmã mais velha. Provavelmente pela diferença razoável dos anos entre as duas, sempre se deram muito bem, com as naturais e ocasionais discussões que o crescimento, as diferenças de opiniões e maneiras de ser motivam.



A Alice tornou-se na irmã mais velha há quase 10 meses, com relativa naturalidade, mas com o passar do tempo, começaram a surgir algumas dificuldades.



O Afonso já diz “mamã” e "olá", só quer estar em pé agarrado às grades da cama, rebola para todo o lado, tornando a mudança da fralda numa verdadeira arte da fuga, sorri para todos, gatinha para trás e chama a atenção constantemente.



O crescimento do mano mais novo, a par do desfralde (adiado, com a fase final da gravidez e nascimento do bebé, do ano passado para este ano), têm despertado o ciúme e aumentado exponencialmente os caprichosos 3 anos da menina da mamã.



Defensora vincada da sua opinião, muito independente para a asneira (quer fazer várias coisas que não deve sozinha), regrediu em vários aspectos da autonomia ganha nas refeições.

Não fui eu...

Acordar o bebé tornou-se uma situação frequente, com músicas cantadas muito alto ou objectos que caem “acidentalmente”, a par de alguns beliscões nas bochechinhas do irmão.




Faz tudo parte do processo de aceitação e do turbilhão de sentimentos que surgem sem controlo… Não é fácil ser a mana mais velha.



No entanto, há muito carinho, vontade de ajudar e ensinar o mais pequenino.



Estes são os nossos dias, por vezes desgastantes, em que a palavra “Não” é repetida muitas vezes, mas com muitos sorrisos e um Amor sem igual.


Até já!



2 comentários:

  1. Daqui a uns tempos será o cenário cá por casa. Deve ser cansativo mas ao mesmo tempo irás ter saudades!

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    1. Há momentos efectivamente muito desgastantes, pela constante teimosia, desafio às regras e birras, que esperamos que façam apenas parte de uma fase de crescimento...e esses momentos, sou sincera, que não deixam uma grande vontade de recordar... Fazem parte do processo de sermos pais e também nos ajudam a crescer (e crescer nem sempre é fácil... em qualquer idade).

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