terça-feira, 10 de novembro de 2015

12 semanas





Já passaram 12 semanas desde o nascimento do bebé Afonso, o menino da mamã :)
Olhando para os momentos que temos vindo a captar desde que nasceu, ele transmite-nos uma sensação de serenidade e boa disposição. Mas podemos dizer-vos que apesar de já ser o nosso segundo filho, as coisas não têm sido assim tão simples como pensávamos.
Voltando um pouco atrás, um dos pensamentos que mais me assaltou durante a gravidez é comum a muitas mamãs que embarcam nesta segunda aventura, de acordo com impressões que fui trocando: Será que o amor pelo segundo filho é tão arrebatador como o que senti pelo primeiro?
E a resposta é... Sim!!!! Logo que o vi e o recebi nos meus braços, senti aquele cheirinho maravilhoso que os bebés novinhos em folha têm (desculpem pelo exagero nos diminutivos, mas é a melhor forma que encontro para traduzir o que senti) e parecia que já nos conhecíamos desde sempre. Durante a primeira noite, estivemos de mãos dadas, ele no seu berço e eu na cama articulada do Hospital... Quase nem dei pela dormência do braço estendido ou pelo sono. 
Com um temperamento mais tranquilo do que a mana mais velha, antevia-se um filho "calminho"... Pois...



O Afonso sofreu imenso, quase logo desde início, com cólicas e prisão de ventre, transformando o choro em gritos que se arrastavam por longas horas, principalmente ao final do dia. 
O sentimento de impotência tomou conta de nós, pois não conseguíamos encontrar um método eficaz para o poder aliviar (das massagens, passando pelos sacos de caroços de cereja, até à medicação), acompanhado por um sentimento de divisão, tendo em conta a grande necessidade de atenção da Alice, que se viu envolvida numa realidade desconhecida, abrupta e um pouco caótica para os seus dois anos e quase meio, de então.


À parte desta situação partilhada com a maioria dos bebés recém nascidos (será de notar que a nossa experiência com a menina da mamã, na mesma idade, tinha sido bastante fácil, à excepção dos sonos), foi identificada uma questão na consulta do primeiro mês que nos deixou extremamente preocupados: um sopro cardíaco. Parecia que nos tinha caído tudo... Um órgão vital... Foi algo inesperado, pois tínhamos feito um eco-cardiograma fetal (para além de todas as ecografias detalhadas) e pelo que o exame permitia ver, estava tudo bem. É claro que a nossa pediatra nos deu logo algumas explicações para clarificar o diagnóstico, de modo a que pudéssemos aguardar com maior calma pelo exame complementar, mas nestas alturas a minha capacidade de raciocinar de forma lógica simplesmente deixa de existir (o que me vale é ter uma cara metade que é como um porto na tempestade, bem como o apoio da família). Apesar de ser, à partida, algo de pouca gravidade, houve muita ansiedade até se confirmar que se tratava do chamado "sopro inocente" (turbulência na circulação sanguínea dentro das cavidades do coração, sem haver qualquer mal formação), meramente fisiológico, desaparecendo, normalmente, com o crescimento.



Nesta fase, podemos dizer-vos que está tudo bem melhor: as cólicas são cada vez menos frequentes, o organismo funciona de forma regular e o Afonso está cada vez mais crescido.
Adora conversa, dá sinais de querer colocar-se na posição de gatinhar e é fascinado por cores fortes e contrastantes.
O caminho da felicidade faz-se desde pequenino (parafraseando a Chicco), superando os obstáculos e saboreando os pequenos triunfos, dia a dia, tanto para os filhos, como para os pais.

Até já!

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