segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os maridos das outras...





Todas as mamãs de 2.ª viagem e que passaram pelo último trimestre de gravidez durante os meses de Verão sabem que há dias difíceis. Quando o calor aumenta, aumentam exponencialmente todos os desconfortos: inchaço, pernas pesadas, dificuldade em respirar com o volume que o bebé já ocupa no nosso abdómen, dificuldade em dormir, uma sensação de cansaço acrescida e generalizada, etc.… No meu caso, adiciono ainda uma pitada de enjoo que continua a fazer-me companhia.
Se na primeira gravidez (que decorreu durante os meses de Outono e Inverno, praticamente), eu podia atirar-me para o sofá depois de um dia de trabalho cansativo, sem pensar em muito mais coisas, agora tenho uma pequenina habitante que requer cuidados e atenção constantes.
É aqui que entra em cena o herói silencioso e discreto que é o papá.
Num dos regressos a casa recentes, entre filas de trânsito intermináveis, tocava na rádio a canção do Miguel Araújo, “Os Maridos das Outras”, com o seu ponto de vista irónico sobre a mania que já foi mais portuguesa em que “a galinha do/a vizinho/a é sempre melhor que a minha”. Não pude deixar de pensar na sorte que tenho e que às vezes não valorizo devidamente todo o apoio, companheirismo que fazem parte do sentimento maior que é o amor, em cada gesto do meu marido. Porque a verdade tem de ser dita e esta grávida tem as suas variações de humor, não sendo sempre fácil lidar com elas.
Das compras de supermercado às refeições, das noites mal dormidas às madrugadas da menina, entre várias tarefas domésticas, o papá está sempre presente e disponível para poupar a mamã grávida (e mesmo não grávida). 
Citando a Catarina Beato, de Os Dias de Uma Princesa e da Dieta das Princesas, é o gostar sem “mas” e afirmá-lo todos os dias.

Girly Things


Até já!

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