terça-feira, 7 de abril de 2015

O lado lunar







Nem só de bonança foram os nossos dias de pausa. A menina da mamã entrou definitivamente nos terrible two (mesmo que ainda faltem 9 dias para o seu aniversário) e as suas frustrações resultantes de vontades não satisfeitas manifestam-se, mesmo fora de casa…E ressaltamos, mesmo fora de casa, pois até aqui estas situações confinavam-se realmente às 4 paredes…A rua tinha um charme irresistível e tão interessante que qualquer vestígio de birra se eclipsava miraculosamente.



Fomos até à Estrela, para que houvesse espaço de sobra para a nossa pequena condutora de triciclo poder praticar, entre alamedas largas e [em muitos casos] planas. Acabados de chegar, o parque infantil apelou mais do que as três rodas e o papá avançou com a menina para o escorrega e afins [a barriguita da mamã começa a não ser muito compatível com elevações]. Tudo corria dentro da normalidade até sairmos novamente. Primeiro, queria andar noutros triciclos parados à entrada... A expressão “A galinha do vizinho é sempre melhor do que a minha” não podia ser melhor aplicada. Depois, foram surgindo vários motivos desde o querer experimentar a que sabiam as pedrinhas e a terra, o não querer de forma alguma retomar o triciclo, o querer a bola dos meninos do lado, etc. 








Muitas lágrimas, sonoros gritos e uns ocasionais bater de pés exteriorizaram o “profundo” desagrado da menina. Para já, a nossa estratégia passa por não valorizar em demasia estes caprichos e tentar redireccionar a atenção para outras coisas que não o objecto da birra.
A par deste lado lunar [utilizando o eufemismo de Rui Veloso], o lado mais doce e meigo continua a ser preponderante, desarmando todos os que a rodeiam. 



Findos os “dramas” do jardim, fomos conhecer um espaço a pensar nos mais gulosos, a Sucréer, na Calçada da Estrela. Luminosa e tranquila, tem tentações açucaradas de todas a cores e sabores, perfeitas para a Páscoa ou para qualquer ocasião em que nos esteja a apetecer um doce momento.

Lanche na Sucréer, onde a menina da mamã está a usar jardineiras Maria Gorda SS15, túnica Lanidor Kids SS14, merceditas de ganga Shoe Colours, laço Lemon Hair Lovers [ o chapéu foi avó A. que fez ]


E no seguimento de uma menção a pastelaria francesa, não posso terminar este post sem algumas palavras sobre um dos assuntos do momento: A guerra aberta ao açúcar… A alimentação saudável e equilibrada é [ou deverá ser] sempre um objectivo para todas as pessoas, e em particular para as crianças, cujos organismos estão em desenvolvimento.
Do meu ponto de vista, não deveriam ser necessárias reportagens e entrevistas para um chamado “acorda para a vida”. É algo que deveria estar enraizado e fazer parte do nosso senso comum… Recordo-me perfeitamente de aprender na escola como devia ser a “roda dos alimentos”, com as devidas proporções assinaladas e já lá vão uns bons 30 anos. É certo que a investigação evoluiu e os hábitos alimentares foram sofrendo alterações drásticas, desde então… Mas mesmo assim, há agora um certo maniqueísmo que despertou de repente e de uma forma mais ou menos radical, um pouco por todo o lado. Vou lendo aqui e além coisas como “cortei definitivamente com o açúcar” ou “estou há x dias sem tocar em açúcar”… Será preciso chegar a este ponto e nunca mais tocar num bolo e afins na vida? Ou fazer do bolo e afins a excepção, e não o hábito diário, uma escolha a considerar? Eu fico com a 2.ª opção, valorizando, como sempre fiz, a fruta, os legumes, os iogurtes, os cereais, utilizando gorduras saudáveis como o azeite, etc  [considerando que somos pessoas saudáveis e que fazemos check up’s regulares para o confirmarmos], mas não varrendo o açúcar da minha existência. A menina da mamã poderá provar, e friso provar, algo que estejamos a comer [e que não seja o ideal], mas essa não será a sua refeição ou petisco entre refeições, nem sequer irá tornar-se um hábito, porque temos sempre presentes as linhas para uma alimentação correcta e racional, sendo essas as linhas que lhe iremos transmitir, bem como ao menino da mamã, quando chegar a essa fase.

Até já!


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