quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O melhor do meu dia - Um carro perdido






O nosso sábado passado foi cheio de imprevistos e um deles aconteceu logo depois de termos saído do Kids Time. A zona da Ajuda é-me muito pouco familiar e na procura de estacionamento, as coisas complicaram-se. O papá que, normalmente, acompanha-nos sempre nestas aventuras, não pôde ir desta vez. Acabámos por ficar muito [mas mesmo muito] longe das cavalariças do Pestana Palace e tivemos de andar imenso para lá chegar. Mas antes de deixarmos o carro, também tive alguns cuidados como ver o nome da rua, verificar se estava em algum lugar de estacionamento proibido e tentar encontrar pontos de referência. Escusado será dizer que nenhuma destas “medidas” me evitou os momentos de ansiedade que vivi no regresso.
Eu tinha uma noção do percurso que tinha feito de carro, no entanto a pé tudo parecia diferente e comecei a duvidar das referências que retivera. Andámos e tornámos a andar e nada de encontrar o carro. Felizmente, não estava sozinha com a menina da mamã, que entretanto adormeceu na sua cadeira de passeio. Tinha a avó comigo que, ao fim de algum tempo e de várias suposições [minhas, cada uma pior do que a anterior] sobre o que poderia ter acontecido ao nosso meio de transporte, sugeriu entrarmos numa papelaria para pedirmos indicações.
Foi neste momento que tudo começou a correr melhor: um senhor [cujo nome acabei por não saber] prontamente disponibilizou-se a ajudar-nos nesta verdadeira demanda [devem estar a perguntar-se se não tivemos algumas reservas, afinal era uma pessoa que não conhecíamos de lado nenhum – Tivemos pois, mas não havia grande alternativa]. Não só encontrámos o carro, como tivemos indicações até um ponto de orientação.

Este gesto de completa generosidade e ajuda foi, sem dúvida, o ponto alto do dia e não podíamos deixar de partilhá-lo convosco. Em minha defesa, posso dizer-vos que, em vários anos de condução diária, foi a primeira vez que “perdi” o carro e que a rua em questão era bastante comprida… Só tinha percorrido a “metade” de baixo, já junto ao rio, desconhecendo a “metade” de cima percorrida no caminho de volta.

Nunca me soube tão bem chegar a casa, com todas sãs e salvas!


Até já!

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